• 18 ago 21

    Essa complicação, que ocorre com maior frequência em pacientes com diabetes tipo 2 ou nos diabéticos mais idosos, é uma lesão nos nervos periféricos do corpo e pode causar dor, formigamento, queimação e perda da sensibilidade, sobretudo nas pernas e nos pés. A neuropatia pode fazer com que algumas lesões passem desapercebidas e evoluam até o estágio de possíveis amputações!
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    Mas um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Cruzeiro do Sul deu o primeiro passo para o desenvolvimento de um método que pode ajudar a diagnosticar essa complicação bem no começo, antes de um possível agravamento. O trabalho foi publicado no periódico científico Human Movement Science e se debruça na chamada “força de preensão”, que é a força aplicada pelas mãos para segurar um objeto.
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    Durante a observação, 36 voluntários manipularam um dispositivo específico em diferentes tarefas para mensurar a força de preensão. Entre os participantes, 24 possuíam diabetes tipo 2, mas só 12 possuíam neuropatia diabética. Os demais 12 voluntários não tinham diabetes e serviram como grupo de controle.
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    Os cientistas perceberam que no chamado teste estático (quando a pessoa só segura o dispositivo por 10 segundos), os voluntários das duas turmas com diabetes usaram a metade da força aplicada do grupo saudável. Ou seja, mesmo as pessoas que não manifestavam sintomas claros da neuropatia já começavam a apresentar alterações.
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    Aplicar menos força, neste caso, não significa uma perda de sensibilidade nos dedos, e sim um problema de comunicação entre os nervos periféricos e o cérebro e aí estaria o início do quadro clínico.
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    Outros estudos ainda são necessários para avaliar se a força de preensão é realmente confiável para diagnosticar a neuropatia diabética, mas o estudo é promissor!

    Você sofre com diabetes? É acompanhado por algum médico?

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