• 28 mar 17

    A sarcopenia trata-se da perda de massa magra muscular e força de um indivíduo, sendo uma doença associada ao processo de envelhecimento. Pode afetar o equilíbrio, a marcha e a capacidade de se realizar atividades rotineiras.

    A maioria das pessoas começa a perder pequenas quantidades de massa muscular após os 30 anos, mas a consequente redução da força aumenta exponencialmente com a idade, sendo prevalente em 4% dos homens e 3% das mulheres com idade entre 70-75 a 16% dos homens e 13% das mulheres com 85 anos ou mais, conforme dados da International Osteoporosis Foundation (Fundação Internacional de Osteoporose).

    Apesar de sua alta incidência, ainda é pouco conhecida, o que pode dificultar um diagnóstico preciso da doença. Considerada multifatorial, a sarcopenia pode estar ligada a falta de exercícios e sedentarismo, doenças crônicas, perdas de junções neuromusculares, desequilíbrios nutricionais (ingestão insuficiente e proteínas e calorias ocasionadas por uma má alimentação, por exemplo), hormonais.

    É sabido que a massa muscular representa até 60% da massa corporal, por isso, alterações metabólicas nos tecidos devem ser observadas e identificadas precocemente para que se tenha início um tratamento. Conforme ocorre a redução da massa, diminui o consumo de oxigênio nos músculos e isso reduz a taxa de metabolismo basal do corpo, fazendo com que a pessoa tenha menos apetite, coma menos e, por fim, perca peso e massa.

    Além dos sinais de fraqueza e dificuldade de realizar atividades diárias, alguns exames podem ajudar a identificar a sarcopenia clinicamente. Um deles é a bioimpedância, que mensura a quantidade de massa muscular frente à composição de líquido, osso e gordura do organismo. Há ainda os que avaliam a velocidade da marcha em distâncias de 4 metros e 10 metros, e um teste da Força de Pressão Palmar, que verifica a força e estrutura do músculo.

    Prevenção e diagnóstico precoce são fundamentais. Quando os pacientes sofrem de sarcopenia e osteoporose, o risco de queda e de fraturas é maior. Em estágios avançados pode se agravar e levar a perda da independência funcional e física, fragilidade e, até mesmo, a morte.

    Praticar atividades regulares, em especial, treinos de força com uso de pesos, auxilia na prevenção por meio da manutenção dos músculos e contribui para o aperfeiçoamento da saúde óssea e, também, auxilia no retardo da progressão da doença. Isso associado à uma análise do quadro nutricional para melhora da ingestão de nutrientes, caso necessário. A integração de medicamentos também pode ser recomendada, conforme quadro do paciente.

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