• 04 set 17

    Avançando a passos largos, o número de idosos em São Paulo deve ultrapassar a marca de 12 milhões de habitantes em 2030, conforme estima a última pesquisa divulgada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade)*. Na capital os bairros de Pinheiros, Bela Vista e Jardins devem ter uma média de 40 idosos para cada 10 jovens, sendo consideradas as regiões que deverão concentrar mais moradores acima dos 60 anos de idade até próxima década.

    Para assistir ao envelhecimento e atuar em prol da promoção de saúde e qualidade de vida desta parcela da população, os médicos geriatras e especialistas em gerontologia de São Paulo devem se manter em constante atualização.

    Alinhado à esta necessidade e engajada no desenvolvimento por meio do ensino e pesquisa, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – seção São Paulo, entidade da qual estou presidente e reúne profissionais de todo o estado, realiza cursos de aperfeiçoamento e capacitação periodicamente.

    O último ocorreu no dia 2 de setembro e contou com a parceria da Associação Paulista de Medicina (APM), entidade cuja sede foi realizado o evento.

    “Demência na Doença de Alzheimer” foi o tema do curso, que teve como coordenador o geriatra Maurício de Ventura Miranda, secretário-geral da SBGG-SP.

    Mas, o que um curso de saúde pode ter a ver com a população em geral?

    Quanto mais nós, profissionais ligados ao envelhecimento, nos mantivermos atualizados e em constante processo de aprendizagem, melhor qualificados estaremos para atender aos nossos pacientes – não apenas na velhice, mas antes de alcançá-la, para que possamos auxiliar as pessoas a chegar bem nesta “terceira idade”.

    Em se tratando do Alzheimer, forma mais comum de demência e temática escolhida para o Curso, trocar informações e experiências com outros profissionais é fundamental.

    Em linhas gerais o Alzheimer consiste na perda de memória e outras habilidades cognitivas graves o suficiente para interferir na rotina diária. A doença de Alzheimer é responsável por 60 a 80 por cento dos casos de demência diagnosticados.

    Embora a idade seja um fator de risco importante, sendo considerado pessoas com 65 anos de idade ou mais a parcela da população mais acometida, o Alzheimer não é uma doença exclusiva da velhice, podendo ser identificada em pacientes mais novos.

    Progressiva, a doença ainda não tem cura, mas pode ser estabilizada por meio de tratamento. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para o melhor prognóstico e qualidade de vida de seus portadores.

    Sobre Demência
    A demência consiste no declínio na capacidade mental que passa a interferir na qualidade de vida. Não se trata de uma doença específica, mas sim de um conjunto de sintomas que afetam a memória, o pensamento e as habilidades sociais. A genética e idade (65 anos ou mais) podem ser considerados fatores de risco importantes. Leia mais

    Na foto: Dra. Maisa Kairalla – médica geriatra e presidente da SBGG-SP ao lado da diretoria da Sociedade, a também geriatra, Cristiane Comelato.

    *dados SEADE de 2015 – disponível em http://www.seade.gov.br/numero-de-idosos-vai-dobrar-em-sao-paulo-nos-proximos-20-anos/

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