• 21 jan 20

    Você já notou que duas pessoas com 60 anos de idade não são iguais? Em se tratando de envelhecimento, o que costumamos dizer é que este é um processo “heterogêneo”, ou seja, que é caracterizado por haver diferenças.

    De fato, todos envelhecemos, mas não da mesma maneira. Aspectos físicos e mentais podem diferir de uma pessoa para a outra. Agora, as razões que podem explicar esse fenômeno têm sido objeto de estudos, principalmente nos últimos anos, quando houve uma mudança no perfil demográfico da população mundial e passamos a nos deparar com uma realidade global em que o número de idosos será maior do que o de crianças e adultos.

    A pesquisa mais recente que foi alvo de duas reportagens que li (uma no Medical News Today e outra na NBC News) teve como objetivo responder à essa questão. Ela vem da Universidade de Stanford, na Califórnia, e foi publicada no dia 13 de janeiro, na Nature Medicine.

    Os cientistas começaram a analisar os perfis dos participantes e “mapear” os diferentes parâmetros de envelhecimento de cada um deles para assim descobrirem quais seriam o que chamaram de “ageotypes” ou ageótipos (na tradução livre). O diferencial do estudo seria exatamente desvendar o que acontece com um indivíduo à medida em que envelhece. “Ninguém jamais olhou para a mesma pessoa em detalhes ao longo do tempo”, relatou o autor sênior do estudo, Prof. Michael Snyder.

    Participaram do estudo 43 participantes saudáveis entre 34 e 68 anos que concordaram em se submeter à avaliação de marcadores de biologia molecular pelo menos cinco vezes diferentes ao longo de dois anos.

    Os cientistas identificaram o que consideraram os quatro principais tipos de envelhecimento. Foram eles: metabólico (relacionado ao acúmulo e decomposição de substâncias no corpo), imune (relacionado às respostas imunológicas), hepático (relacionado à função hepática) e nefrótico (relacionado à função renal).

    Qual o impacto destes achados em nossas vidas? Na medida em que vamos conhecendo mais os mecanismos de envelhecimento do organismo humano, mais subsídios teremos para melhorar nossos comportamentos ao longo da vida, ajustando-os em prol de uma longevidade saudável.

    Fonte: “Ageotypes: Why do people age differently?” (Medical News Today) + “There are at least 4 different ways of aging, scientists say” (NBC News) + considerações Dra. Maisa Kairalla.

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